30 de set. de 2011
29 de set. de 2011
28 de set. de 2011
Hoje tem Blues Jam com Eu, Edu e Os Caras + Chico Bethoven
Chico Bethoven nasceu em Lagoa Nova – RN, começou a estudar música quase que sem querer e hoje é um dos mais relevantes nomes do sax nordestino.
Seu currículo é invejável, da banda filarmônica do interior, Chico já chegou aos mais diversificados palcos e estilos. Já acompanhou a cantora de forró Eliane, a banda de reggae Cidade Negra e trocou figuras nas rodas de choro carioca.
Atualmente, além da banda Perfume de Gardênia, que fundou juntamente com seu irmão Jubileu Filho, Chico integra ainda o Octeto de saxofones e o quarteto “Sax in Bach” ambos grupos da UFRN, universidade onde no momento cursa sua segunda graduação em música.
26 de set. de 2011
Terça tem HAPPY HOUR e a banda O Beco
Confira a programação da semana:
TERÇA: O Beco
QUARTA: Blues Jam com Eu, Edu e Os Caras
QUINTA: Revolver (tocando Pink Floyd)
SEXTA: Os Grogs
SÁBADO: Jackblack
Vai ou não ser rocks?!
24 de set. de 2011
Fullsion bota fogo no inferno hoje!
Banda altamente influenciada pelas lendas do bom e
velho Rock N’ Roll. Além de composições próprias, O Fullsion trás em seu
repertório verdadeiros hinos de bandas clássicas setentistas e
oitentistas do Rock N’ Roll e Hard N' Heavy, como: Led Zeppelin, Deep
Purple, Black Sabbath, Rainbow, AC/DC, UFO, Kiss, Rush, Queen,
Steppenwolf, entre outras!
23 de set. de 2011
Mad Dogs hoje! Tá louco de perder?!
Com quinze anos de existência e um trabalho calcado na fusão do blues/rock com ritmos brasileiros, o Mad Dogs é uma banda que se caracteriza pelo bom humor e pela irreverência.
Veterana nos palcos potiguares, a banda acumula vários troféus Hangar - o prêmio da música norte-rio-grandense - entre os quais, de melhor banda, melhor vocalista, melhor show e melhor instrumentista. Destacamos ainda a participação do Mad Dogs no projeto Oi Blues by Night, onde a banda teve a oportunidade de acompanhar grandes músicos do gênero como Dominic Nichillo (USA – ex-Santana e Buddy Guy, entre outros), Kenny Bronw (USA), Danny Vincent (Argentina) e Nuno Mindelis (considerado um dos melhores guitarristas nesse estilo), além de ter aberto shows de Phill Guy (USA) e Peter Mad Cat (USA).
Nos anos de 2003, 2004, 2005 e 2007, o grupo teve a honra de representar o Brasil na International Beatle Week, realizada na Inglaterra, em Liverpool. Primeira banda do norte-nordeste a participar desse evento, o grupo foi eleito pelo público uma das três melhores do festival, na sua última participação. Embalados pela repercussão dos shows em solo inglês, o Mad Dogs lançou dois cds com releituras das músicas do quarteto de Liverpool - Mad Dogs Interpreta The Beatles e Evolution, respectivamente – onde os cachorros loucos re-interpretam os clássicos ingleses com doses generosas de blues, jazz, ritmos brasileiros e latinos. O sucesso ainda rendeu duas participações na Semana Beatle de Latino América, em Buenos Aires em 2004 e 2006, além de ter sido citada como uma das dez melhores bandas que interpretam Beatles, pelo Jornal do Brasil.
Veterana nos palcos potiguares, a banda acumula vários troféus Hangar - o prêmio da música norte-rio-grandense - entre os quais, de melhor banda, melhor vocalista, melhor show e melhor instrumentista. Destacamos ainda a participação do Mad Dogs no projeto Oi Blues by Night, onde a banda teve a oportunidade de acompanhar grandes músicos do gênero como Dominic Nichillo (USA – ex-Santana e Buddy Guy, entre outros), Kenny Bronw (USA), Danny Vincent (Argentina) e Nuno Mindelis (considerado um dos melhores guitarristas nesse estilo), além de ter aberto shows de Phill Guy (USA) e Peter Mad Cat (USA).
Nos anos de 2003, 2004, 2005 e 2007, o grupo teve a honra de representar o Brasil na International Beatle Week, realizada na Inglaterra, em Liverpool. Primeira banda do norte-nordeste a participar desse evento, o grupo foi eleito pelo público uma das três melhores do festival, na sua última participação. Embalados pela repercussão dos shows em solo inglês, o Mad Dogs lançou dois cds com releituras das músicas do quarteto de Liverpool - Mad Dogs Interpreta The Beatles e Evolution, respectivamente – onde os cachorros loucos re-interpretam os clássicos ingleses com doses generosas de blues, jazz, ritmos brasileiros e latinos. O sucesso ainda rendeu duas participações na Semana Beatle de Latino América, em Buenos Aires em 2004 e 2006, além de ter sido citada como uma das dez melhores bandas que interpretam Beatles, pelo Jornal do Brasil.
Mad Dogs e Bar Doce Lar
são os títulos dos dois cds autorais já lançados pela banda. Com este
último trabalho, o grupo foi um dos vencedores do prêmio Cosern
Musical, que levou ao público um espetáculo diferente, onde os músicos
interagem com atores e bailarinos.
Nos projetos da cachorrada para esse ano estão a produção do terceiro cd autoral – já em fase de composição.
Nos projetos da cachorrada para esse ano estão a produção do terceiro cd autoral – já em fase de composição.
22 de set. de 2011
Hell's Burg por apenas R$ 7,99* + LOS COSTELETAS FLAMEJANTES!
Los Costeletas Flamejantes são um conjunto musical que faz um som anos
50 baseado em Rockabilly / Country / Blues / Honky Tonk / R&B /
Rock'n'Roll. Tal conjunto foi fundado em 2008 na cidade de Natal/RN.
21 de set. de 2011
Manoca Barreto é o convidado especial da Blues Jam de hoje
MANOCA BARRETO é graduado em Educação Artística, com
Habilitação em Música, pela UFRN - Universidade Federal do Rio Grande do
Norte (1994) e Mestre em Música pela UNICAMP - Universidade Estadual de
Campinas (2002). Estudou inicialmente violão, optando logo em seguida
pela guitarra elétrica...
Morou no Rio de Janeiro de 1987 a 1999, onde estudou “Guitarra” e “Harmonia Funcional e Improvisação”, na Rio Música com o Prof Sérgio Mello Benevenuto e “Teoria e Percepção Musical” na Uni-Rio, além de atuar como instrumentista em shows e gravações. Em 1990 participa, como aluno, do Festival Internacional de Verão de Brasília, estudando Arranjo com o Prof. Ian Guest e Guitarra com o Prof. Nelson Faria...
Em 1989, de volta à Natal, passa a desenvolver seu trabalho como guitarrista em grupos como “Trio Al-Mustafa”, “Banda Be Pop”, Quartetoque” e o “Manoca Barreto Trio”, participando dos projetos mais importantes da cidade como o “Seis e Meia”, “Nação Potiguar” e “Papary Jazzy Festival”. atuando ao lado de artistas e instrumentistas locais e nacionais. ..
Foi professor de Guitarra e Harmonia da Fundação Hélio Galvão e do Instituto de Música Waldemar de Almeida (Fundação José Augusto) Idealizou, fundou e dirigiu a Toque - Escola Livre de Música (1992-1994), da qual também foi professor de Guitarra Elétrica, Harmonia Funcional, Teoria e Laboratório de Música, desenvolvendo uma nova proposta pedagógica na área da música popular, tendo como resultado deste trabalho o surgimento de uma nova safra de músicos instrumentistas atuantes na cidade de Natal/RN
Desde 1998 é professor de Guitarra Elétrica, Prática de Conjunto e
Harmonia Funcional e Improvisação da Escola de Música da UFRN...
Participa constantemente como professor, ministrando cursos e oficinas em diversos eventos como: Festival “Música na Ibiapaba” (CE), Projeto Caravanas Culturais da Agência Cultural do Sebrae (RN) e Projeto Residência Artística (Guaramiranga / CE)
Em maio de 2006, foi agraciado com o Prêmio Cultural Diário de Natal, na categoria Música, recebendo o troféu “O Poti”, como reconhecimento do trabalho realizado durante anos no campo do ensino e da performance
No ano de 2005 lançou o CD autoral “Bom Sinal”, realizando nos anos seguintes várias apresentações divulgando este trabalho. Atualmente participa como instrumentista, compositor e arranjador, ao lado de Júnior Primata (Baixo) e Costinha (Sax), do grupo de música instrumental Caninga Trio, que lançou o CD “Tempo Bom” em 2009 e vem se apresentando em vários projetos musicais no Rio Grande do Norte e outros Estados. Em fevereiro 2010 o Trio realizou o show de abertura do Festival de Jazz de Graramiranga no Ceará.
20 de set. de 2011
16 de set. de 2011
Hoje tem Sonzera Band no Hell's Pub!
SONZERA BAND é uma Banda de Natal-RN que surgiu em SP em 1998. Formada
por Irmãos que tocam juntos a mais de 20 anos, já se apresentaram em
diversos lugares do Brasil,sempre com muita identidade e intensidade nas
apresentações da Banda.
*Participou de um DVD em Natal-RN com outras bandas locais,onde gravaram
4 Musicas.
*Fizeram uma matéria Para o site WAVES.COM.BR.
*Acompanharam o Cantor Claudio Zolli em 1 show.
*Foram a Atracão de um Festival de Rock ao lado do SCORPIONS.
*Única Banda de Rock do Brasil Formada somente por irmãos.
*Estão Finalizando o seu 1 CD autoral, em Breve o lançamento. e vai se chamar CASCUDO NO KENGO,
em homenagem ao maior pesquisador da cultura popular e folclorista do mundo,Câmara Cascudo.
15 de set. de 2011
Hoje: promoção de Mini Burger + Rockbeat
Mini Burger na promoção por apenas R$ 11,90 (das 19h às 22h) e o rockão do Rockbeat pra esquentar essa noite de quinta-feira!
14 de set. de 2011
13 de set. de 2011
12 de set. de 2011
Programação da semana
Olhaí o que vai rolar de música no Hell's essa semana:
TERÇA: Manoca Barreto, Jr. Primata, Anderson Pessoa e Isaac Sol
QUARTA: Blues Jam com Eu, Edu e Os Caras
QUINTA: Rockbeat
SEXTA: Sonzera Band
SÁBADO: Yanks
TERÇA: Manoca Barreto, Jr. Primata, Anderson Pessoa e Isaac Sol
QUARTA: Blues Jam com Eu, Edu e Os Caras
QUINTA: Rockbeat
SEXTA: Sonzera Band
SÁBADO: Yanks
10 de set. de 2011
9 de set. de 2011
8 de set. de 2011
6 de set. de 2011
25 de ago. de 2011
Julia Says (PE) e Rejects
Hoje o Hell's terá no palco, o Rejects, banda local, lançando seu mais recente ep intitulado Inside My Brains, que pode ser baixado no link: http://www.dosol.com.br/2011/08/dosol-netlabel-rejects-rn-inside-my-brain/. Vale muito a pena conferir o trabalho do trio.
Além deles, teremos a banda pernambucana Julia Says, projeto dos músicos Anthony Diego e Pauliño Nunes. Eles misturam música eletronica e guitarras pesadas. Baseado em programações bastante interessantes e guitarras pesadas. Dá para perceber as influências de Gorilaz e Prodigy a Nação Zumbi, sem perder a identidade. Muito bom. Confiram abaixo o vídeo da banda.
Além deles, teremos a banda pernambucana Julia Says, projeto dos músicos Anthony Diego e Pauliño Nunes. Eles misturam música eletronica e guitarras pesadas. Baseado em programações bastante interessantes e guitarras pesadas. Dá para perceber as influências de Gorilaz e Prodigy a Nação Zumbi, sem perder a identidade. Muito bom. Confiram abaixo o vídeo da banda.
20 de ago. de 2011
Chimpanzé Clube Trio e Los Costeletas Flamejantes
Hoje a noite vai ser movida pelas batidas dançantes da banda paulista Chimpanzé Clube Trio e pelo rockabilly potiguar do Los Costeletas Flamejantes. Duas bandas muito boas que vem turbinar ainda mais a noite do Hell's.
O Chimpanzé faz um som instrumental bem dançante e improvisado e já lançaram 3 cds: Sessões de quintal (2003), Chimpanzé Clube Trio (2007) e Tudo veio do nada (2011), este último pode ser baixado no site da banda www.chimpatrio.com. Vale muito a pena conferir.
O Los Costeletas como é mais conhecido já é figura carimbada no palco do Hell's e tem agradado aos frequentadores, sempre lotando a casa. Eles misturam rockabilly com blues, country e R'n'B. Destaque pra uma versão de Ace of spades do Motorhead excelente.
O Chimpanzé faz um som instrumental bem dançante e improvisado e já lançaram 3 cds: Sessões de quintal (2003), Chimpanzé Clube Trio (2007) e Tudo veio do nada (2011), este último pode ser baixado no site da banda www.chimpatrio.com. Vale muito a pena conferir.
O Los Costeletas como é mais conhecido já é figura carimbada no palco do Hell's e tem agradado aos frequentadores, sempre lotando a casa. Eles misturam rockabilly com blues, country e R'n'B. Destaque pra uma versão de Ace of spades do Motorhead excelente.
18 de ago. de 2011
Venice Under Water e Monster Coyote
Hoje, dando continuidade ao Dosol From Hells, teremos as bandas Venice Under Water e Monster Coyote de Mossoró debutando no Hell's Pub.
O Monster Coyote faz um som nervoso e agressivo, que eles gostam de chamar de stoner rock. Pra mim nada mais é do que o puro heavy metal na sua essência, bem tocado, agressivo, repleto de riffs poderosos e com vocais condizentes com a proposta. Sempre existiram rótulos pra designar os mais diversos estilos dentro do rock e do metal. Chamem como quiser mas o mais importante é o resultado sonoro que o Monster Coyote nos apresenta, pau pra toda obra.
O Venice Under Water faz um trabalho conceitual bastante lapidado e difícil de se rotular, o que me agrada bastante. Eles percorrem um caminho natural pra muitas bandas atuais, que sofrem influências de diversas fontes sonoras e fazem esse som, digamos, mais alternativo. Elementos de metal, pop e até mesmo do progressivo são vistos aqui e ali. Músicas pesadas e bem construidas com um trabalho de guitarras e bateria fulminantes. Grande pedida para hoje.
Confiram os trabalhos das duas bandas abaixo.
17 de ago. de 2011
Eu, Edu e Os Caras
Hoje a banda Eu, Edu e Os Caras vestem os trajes do blues e do rock para desfilar uma série de clássicos e composições próprias no palco do Hell's Pub. Esse vídeo abaixo é uma pequena amostra do que vocês poderão ver aqui no nosso palco. Venham prestigiar essa talentosa banda formada por músicos do quilate de Moisés de Lima (baixo, voz e gaita), Edu Gomez (guitarra), Neemias Lopes (sax) e Samir Santos (bateria).
16 de ago. de 2011
Dosol From Hells
A partir do dia 16 de agosto até o dia 25 de agosto, várias bandas, de Natal e de outros estados, tocarão no Hell's Pub, em uma parceria com o Dosol. Promovendo o festival Dosol From Hell's. Muito rock'n'roll vai rolar.
13 de jul. de 2011
UFO abduz Recif
O Recife das "revoluções libertárias", enaltecido nos versos do poeta maior Manuel Bandeira, fez jus ontem (29.05.10) ao epíteto de Capital Nordestina do Rock. O show da lendária banda inglesa UFO, no Sport Club do Recife, não deixou dúvidas. Mas o Leão da Ilha do Retiro estava acabrunhado, vez que perdera por 2x0 para o Bahia pela Série B do Brasileirão.
Ainda fora da "jaula" do Leão, presenciamos, eu, mais 10 natalenses e centenas de rockeiros pernambucanos, torcedores rivais passando com seus carros em frente à sede social do Sport e buzinando em ato de provocação. Certamente torcedores do Náutico e do Santa Cruz. Mal sabiam eles que dali a pouco, não seria o Sport a "entrar em campo", mas, sim, o Rolls-Royce do hard rock, como o UFO ficou conhecido nos gloriosos anos 1970, pelo rock pesado e, ao mesmo tempo, sofisticado, que praticava.
Não deu outra. Pela primeira vez no Brasil para shows em São Paulo, Goiânia, Belo Horizonte e Recife, a banda liderada pelo vocalista Phil Mogg ratificou a alcunha de Rolls-Royce. O quinteto ainda veio com mais dois músicos da formação clássica: o guitarrista base e tecladista, Paul Raymond, e o baterista Andy Parker. Completaram o quinteto, o guitarrista Vinnie Moore e o baixista convidado Rob de Luca.
Luzes apagadas. Começa a festa do rock and roll. A banda entra detonando com "Let it Roll". Depois desse petardo, o que se (ou)viu foi um rosário de clássicos, tais como "Mother Mary", "Out in the Streets", "This Kids", "Only You Can Rock Me", "Love to Love", "I Ain't no Baby", "Too Hot to Handle", "Lights Out" e "Doctor, Doctor". Terminado o show, o público estimado em mil rockeiros brada: U-F-O! U-F-O! U-F-O! A banda não resiste aos apelos. Volta para o bis e dispara os mísseis "Rock Bottom", com sua longa improvisação de guitarra, e "Shoot Shoot". A essa altura, Recife já havia sido abduzida pelo UFO.
O destaque do show foi, sem dúvidas, o guitarrista Vinnie Moore, que executou à perfeição os clássicos criados pelo gênio alemão Michael Schenker, guitarrista que deixou a banda em 1980. O baterista Andy Parker, não obstante os cabelos brancos e as rugas de expressão, segurou firme o ritmo da "nave-mãe", tocando feito um adolescente. Já o vocalista Phil Mogg, continua com o vozeirão de sempre, mas teve sua performance prejudicada pelo péssimo som do microfone. Em pleno Século 21, é inconcebível haver microfonia em show. Isso ficou há muito para trás.
É importante esclarecer que o UFO não é uma banda de heavy metal e, sim, de hard rock, que corresponde ao rock pesado da década de setenta. No heavy metal, os temas, a estética musical e o visual são outros. Nem por isso, o UFO deixou de influenciar bandas de heavy metal, como a também inglesa Iron Maiden.
Bacana ainda foi a presença de crianças, adolescentes e adultos de várias gerações no show. Todos com seus jeans e suas camisetas estampando alguma banda de rock dos anos 60, 70 e 80. Porque rock é igual a vinho: quanto mais velho melhor. O UFO que o diga. O show também ocorreu tranquilíssimo. Nada maculou a gloriosa noite dedicada ao rock britânico da melhor excelência. Valeram demais as horas na desconfortável Sprinter e na "jaula" do Leão macambúzio. Agora, a banda parte para dois shows na Alemanha, em julho, e um terceiro na Inglaterra, no mesmo mês. Good luck, UFO! E pé na estrada sempre. Câmbio. Publico.
Nota: O texto em questão não é inédito, como percebido. Foi publicado no meu blog narizdedefunto.blogspot.com, em 30 de maio de 2010. No lugar de outro texto mais atual e contextualizado, segue este. É minha singela homenagem ao Dia Mundial do Rock, comemorado hoje no Hell's Pub. Há muito o rock faz parte da minha vida. Precisamente há 36 anos. Nada mais justo que desejar LONG LIVE ROCK AND ROLL ao gênero musical que mudou a face do planeta e a minha vida.
Paulo Jorge Dumaresq
Jornalista
1 de jul. de 2011
Noite púrpura profunda no Recife
O dia 13 de setembro de 2003 ficou gravado na minha memória por ter sido aquele no qual assisti ao maior show de rock de minha vida. Completando 35 anos de estrada e inaugurando uma nova fase na carreira, o Deep Purple desembarcou no Brasil para cumprir uma das etapas da South America Bananas Tour e apresentar ao público o mais recente álbum da banda, Bananas.
Verdade que já os assistira em 1991 na turnê do desprezível Slaves and Masters, no ginásio do Ibirapuera, em São Paulo. Naquela ocasião, a banda veio sem vocalista à altura do potencial de seus músicos. Em verdade, Joe Lynn Turner nunca deveria ter integrado a banda. Resultado: show razoável. Dessa vez era diferente. A banda vinha com o vocalista que a consagrou. O fato de Ian Gillan ter voltado já era motivo de comemoração. E comemoração não faltou no trajeto até Recife. De Natal, saíram dois micro-ônibus apinhados de rockeiros, mais uma van e carros particulares. Na única parada, num bar em algum município perdido nos grotões da Paraíba, uma garrafa de vodka já tinha ido para o brejo. Reabasteci com cerveja e aguardente autenticamente paraibana.
Por volta de 19hs daquele sábado invulgar estávamos diante do Classic Hall. Na minha ideia, pensava encontrar fila quilométrica com levas e mais levas de rockeiros gritando palavras de ordem. Nada disso. A fila estava tímida. Aos poucos, o público foi chegando. Já dentro do Classic Hall pude ver um enorme pano preto com o nome Deep Purple servindo de cenário de fundo. Tudo muito simples, como convém a uma banda que não precisa de pirotecnia para tocar rock. O show estava marcado para as 22h, mas não começou no horário. A banda Má Companhia, contratada para esquentar o público, tocou cerca de uma hora e meia sucessos de artistas contemporâneos do Purple. Um horror! Após a performance da Má Companhia, o público ainda esperou 15 minutos assistindo a um show do Skank, em DVD. Pior impossível.
Quinze mil fãs se acotovelavam na pista, quando soa o alarme e uma fumaça de cor púrpura vai saindo dos teclados de Don Airey. No lado esquerdo do palco, um senhor de barbas brancas aparece trajando jeans, camiseta e uma bandana preta na cabeça. Era o baixista Roger Glover. Em poucos segundos os acordes de “Highway Star” invadiam o local para euforia geral.
Seguiram-se “Woman From Tokyo”, “Lazy” e “Haunted”. Embora a plateia tenha permanecido empolgada durante todo o show, foi durante as execuções de “Smoke On The Water” e “Perfect Strangers” que o Classic Hall pareceu ser frágil para tanta vibração. Ian Gillan estava visivelmente emocionado. Lá para as tantas, Gillan e Airey deixam o palco livre para Steve Morse, Roger Glover e Ian Paice executarem Moby Dick, do Led Zeppelin. O Classic Hall quase veio abaixo.
O Deep Purple tocou poucas músicas do novo trabalho. A apresentação foi basicamente construída com os clássicos. “Hush” veio no finalzinho seguida por “I´ve Got Your Number”, música de abertura do Bananas, e “Black Night”, que encerrou o show. O refrão da última música acabou tornando-se grito de guerra da audiência. A despeito de todos os comentários maledicentes feitos sobre Purple, o grupo continua fazendo um trabalho competente, sem precisar apelar para excessos. Só a música importa.
No máximo, o que poderia ser considerado “exibicionismo”, ou nem isso, seriam os sintetizadores de Don Airey brindando o público com as melodias das trilhas de O Fantasma da Ópera e Guerra nas Estrelas. O resto foi música de qualidade de uma banda que não está na estrada, há mais de quatro décadas, por acaso.
Paulo Jorge Dumaresq
Jornalista e rockeiro
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